11 maio 2011

As paredes dos artistas

Tinha uma ladeira em paralelepípedo na tarde de Sol.
Eu olhava uma ambulante felicidade: pai, mãe, bebê e molequinho.
Depois de achar bonito, eu seguia meu deleite no bairro mais colorido e artístico já visto pelo meu bom gosto.
O papo, a cerveja, a música. A história dos anos impregnada no chão, nas fachadas dos casarões e no trilho do bonde. A maneira como se é induzido a imaginar os costumes, as gentes e os sons do passado.
Desce o carrinho vazio do pipoqueiro
Quica a bola de plástico amarela
Eu via de dentro, sossegada num lugar de comer denominado, em harmonia com aquela paisagem, "Simplesmente".
Acomodado, por sua vez, suspenso num alto de morro intitulado Santa Teresa.
Isso tem que guardar! Naturalmente me perdi nas palavras que vinham pra montar logo aquela imagem.
Ah, eu gosto das Santas que foram Teresas. Gosto muito!

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