Betina não dorme mais direito à noite, tem um monte de pesadelos esquisitos.
Acorda cansada e se arrasta para sair da cama, só desperta mesmo quando chega lá na escola, o trabalho da Marieta que também é a maior paixão vida e morte da Helô.
Betina sente dores homéricas de saudade de casa; Marieta sustenta a força na grande realização de sua vida: as mulheres e o potencial gerador; Helô quase surta de medo dos passos definitivos prestes a dar em direção à prisão.
As três se descobriram bruxas, em alguma vida passada, mas muito mais na atual. Ser bruxa e feminina, e sensível, e forte, e sábia, e boa, e dura, e mulher: tudo a mesma coisa.
No meio dessas noites insones, dias ocupados, e planos medonhos, as três andam juntinhas novamente. Uma cuidando da outra, injetando ânimo ou coragem quando se tem para dar.
No domingo passado, na maior lua cheia do ano, me reuni com um grupo de mulheres incriveis e fizemos um ritual muito lindo, de harmonização dos chakras, de oração, de troca. Nós somos todas um pouco bruxas! hahaha
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