10 maio 2013

Descanso


Sabia que quando a gente ama alguém não é sempre que as coisas vão bem?
Nem sempre que rima. Nem sempre que arrepia. Nem sempre é novidade.
Amar, amar mesmo, que nem gente grande, é decidir. Diariamente.
Para fazer isso é preciso arte de suavizar as paixões.
Ensinar serenidade a todas as suas expectativas. Às histórias de amor imaginárias que você nomeou como ideais, aos perfis de euforia infinita que os encontros deveriam ter para serem genuinamente felizes. (que nem gente grande)
Sabia? Não é a coisa mais fácil do mundo virar adulto. Não é simples não ter quem faça isso por você. Não é claro como ter que engolir seus pais insuportáveis quando eles estão insuportáveis porque eles são seus e isso nunca poderá mudar.
É complexo permanecer seguindo uma via, uma vida compartilhada mesmo quando ela simplesmente pode não ser escolhida. 
O amor por escolha é coisa de adulto.
Ninguém nunca te conta com detalhes o que é que fica chato, ou insuportável com o tempo. Ou que vai chegar uma hora em que as novidades se esvaem, mesmo que você plante bananeira para elas existirem.
Eu acho que amar com maestria não é fácil mesmo. Acho mais ainda que a felicidade deve estar nessas oportunidades de respirar fundo, arejar a mente. Depois enxergar dentro e fora com olhos de sossego para aprender da vida real o cotidiano, a rotina, as coisas boas guardadas na constância.
Aí me vem um ser de voz de veludo e me sorri em forma de canção, trazendo estes novos ares, e esperança, e toda essa conclusão.
Sobre o amor, sobre o Rio, sobre mim e a vida.

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