21 dezembro 2010

Acorda!

Sem maiores insistências,
Entendido, Universo!
Hora de dar vida à idéia pregada aos quatro cantos: tua conspiração é precisa, elementar, irrelutável.
E ouvidos aos sinais, indícios, evidências - nebulosas somente ao cego embotado.
Teimar com tuas conivências é surrar o coração quando não se tem tempo para cuidá-lo depois.
Ser ou não ser paixão é a menor parte do que precisa ser desvendado. Não quero mais saber. Quero a prática.
Ações para tirar com a mão, cirurgicamente, qualquer possibilidade de metástase futura. Não importa a quimioterapia neoadjuvante, adjuvante ou por indução que venha a correr na veia. Importa a solução. O estágio avançado ou inicial disso tudo é o que menos urge significar agora.
Talvez algum metido a psicanalista diga: prá baixo do tapete.
Eu digo, não, não. É olhar e ver, saber da beleza da aceitação do mundo como ele vem, e da madura opção de não querer para si o que não tem que ser seu. Ou não quer ser seu.
Menina inteligente!
"-Ele não tem um por cento do seu encanto", ouviu-se sem mais nem porquê num mágico momento de sorrisos e cenários hipnotizantes.
Choque! Era exatamente a contabilidade contrária que dava corpo ao fascínio...
As justificativas dadas em seguida eram deliciosamente bonitas e covincentes. Eram a verdade, apesar do susto.
Porque encanto, no meu dicionário, é um buraco que fica mais embaixo.
E fez sentido.
Agora é consertar a asa quebrada e descansar.
Guardar o belo conto no jardim dos livros dessa vida bandida e intensa que me carrega, e voltar logo a cantarolar para as flores que me rodeiam na hamonia do samba do meu seguir.
Por fim, Bom dia, Rio de Janeiro!
Volto em vôo, e em breve.

Nenhum comentário:

Postar um comentário