É o sabiá quem escuta o assobio do malandro e pousa no seu dedo, ou o malandro quem deixa a maladragem para ouvir o sabiá cantar?
Coisa assim, de se ler e sorrir
Faz inquietar e aflorar
as letras do passarinho que podia criar no sentir
Pois nas asas na poesia
Só cantar e voar sabia
Com sabor de alegria em liberdade
dos sambas e sorrisos pela cidade,
o comum gosto pelos ares
traz saudade que dá e passa
num querer bem que vem de graça
E o que não tem resposta, poetizado está.
Energia afinada vibra no mesmo tom
junta os corpos no carregar do som
O sabiá pousa no assobio porque é melodia de encanto
Ainda que no efêmero
O malandro pára no canto porque é sintonia de contentamento
Ainda que no segundo.
O que torporiza as asas dos dois é a canção.
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