11 setembro 2010

Entre rodeios

Cafuné
Com o afago do mimo, meu bem!

Quem mandou roubar
Meus pensar?

Cheiro no cabelo
Com o respiro do quente, amor!

Quem mandou desejar
Meus arrepiar?

Dengo no ombro
Com o suspiro do quero

Beijo na espinha
Com a boca do rende

Quem mandou desvendar
Meus delirar?

Agora é trabalho teu.
Só carece do perfume
Do hálito
Do transpiro
Do peso
no corpo a impregnar

Carinho, nego,
É com o sorriso dos olhar.

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