07 junho 2010

Distância

Ela me persegue, essa bandida.
Importuna fora de hora. Incessante. Inconveniente.
Menor descuido e, lá vem.
Assombra e perturba. Me enrosca e empata.
Tira proveito do meu desaviso, sorri embutida nos belos contos.
Tão impertinente, sabe onde ando, encucou de se aventurar comigo.
Virou companheira de acasos, atrevida que ela é. Não sai de mim.
Já disse, ela me persegue, essa bandida.
Isso dela de achar que faz grande coisa,
que junta os pensares,
purpurina os romances,
é um descabimento que tapeia bem.
Já me pegou um dia. Não caio mais.
O nó asfixiante não me engana, é... Asfixiante.
O do peito, da garganta, do estômago. Como quiser.
A cronicidade dos meus problemas tem nome. Essa bandida.

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