02 junho 2010

Quando ela desperta

Feliz assim.
Ora se encontra, ora se perde no meio dessa bagunça, do mundo maluco, de gente maluca. Experimenta tudo com a sede curiosa de "Alice" que lhe ocupa a alma!
Vagando entre o rotulado bom gosto e o medíocre de antes. O "cult", alternativo, bruto (apesar de fino) e o floreado inseparável. O independente, idealista, revolucionário (sem muito sólido fundamento) e o menina-princesinha de sempre. O sereno metidativo, saudável, apaziguador e o surto descontrole emotivo (com ou sem motivo).
Eis a ocilação que ora move, ora paralisa. Horas, dias.
E quando volta a inspiração: um sabor sem igual.
Assim, ora saltitante, ora serenamente acalmado ser. Predominantemente sorriso. Completa e inteiramente, amante. De tudo, ou quase tudo o que há de passível e de belo.
Mar e água doce com toda a propriedade terapêutica; chuva com o dualismo de paz e tormenta (porque o cheiro da terra renova alegria, o cinza, deprime); o mato, tudo quanto é bicho que aparece; o Sol quando se despede e as estrelas quando é na Chapada.
Por fim, o humano.
A riqueza imensurável do humano, que tem sempre, mágica e independente, uma pitada de Deus - a Fonte - que a apaixona primeiro, e mais.
Pessoas são poços de preciosidades e misérias! Lindezas e escuridão. Canções e silêncio. Fé e desolação. Quietude e confusão. Histórias e estórias. Amor e amor.
Assim, ora apaixonada pela vida, ora sinceramente questionante do porquê da estranha estadia nesse mundo ingrato.
Apaixonada questionante. Moleca besta. Metida a besta. Enfia o dedo no buraco do tronco da árvore ainda que previamente avisada. Volta e meia é choradeira. Porque o dono da toca, ofendido, pica de doer.
Ora dona do nariz, ora pequena tropeçante. E perene dependente dos amados.
Assim, feliz.

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