Uma cigana nas luzes dos postes alaranjados da cidade, no mesmo percurso escolhido a pé.
Sempre que é assim o caminho volta pra casa vira tempo de se afundar em reflexão. E agora, em lembrança, em saudade.
Depois da parte esquisita e vazia, chegar ao sossego dos barcos no quadrado, atravessar a ponte de saída da Urca e esperar o corcovado despontar no espelho d'agua é só o começo. Já não aperto mais o passo. Deixo lento o trajeto, o pensamento, a memória.
Eu vidro os olhos na baía iluminada e observando assim, com esse viés amante, depois que escurece não faz muita diferença se ainda é noite ou cinco da madrugada. Tudo igual.
Sozinha, devagar e leve, sinto cada arrepio que sobe à coluna nas asas das recordações que borboletam meu estômago.
Depois de fugir da curva da guarita, logo ali, a mureta guarda um lugar. Um canto de paz e sossego, longe da vista do mundo; na cara dos olhos do mar, do céu e de Deus.
Ali tudo pode. Ali o desejo de não ver o tempo passar, de abrir-se às verdades. Ali a coragem de escancarar-se para a liberdade. Ali a minha oração, a nossa.
O Universo é tão, tão bondoso, que mesmo com mundos de ponta-cabeça, ele sopra Amor bem de levinho e tudo se harmoniza num furacão.
Deus é bom, os deuses e as deusas são. Em nós, o coração completo e sereno num abraço forte.
E num piscar de olhos o silêncio se expande e a vida se ilumina num beijo descansado.
Ali tudo pode. Ali o desejo de não ver o tempo passar, de abrir-se às verdades. Ali a coragem de escancarar-se para a liberdade. Ali a minha oração, a nossa.
O Universo é tão, tão bondoso, que mesmo com mundos de ponta-cabeça, ele sopra Amor bem de levinho e tudo se harmoniza num furacão.
Deus é bom, os deuses e as deusas são. Em nós, o coração completo e sereno num abraço forte.
E num piscar de olhos o silêncio se expande e a vida se ilumina num beijo descansado.
Uma mente viaja para onde quiser, no tempo, no espaço, nos pequenos detalhes. E mesmo nas fotografias perdendo a cor, a memória é soberana. Que sorte!
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