17 janeiro 2015

uma Ilha da Magia


Eu era muito nova e pensava em como seria bom quando lá fosse o meu lugar.
Eu cantava Floripa e imaginava sempre na voz da Marisa Monte. Fechava os olhos e tinha certeza do tal horizonte deitando no chão de quem vê da varanda, de ser sempre primavera, de um tempo que passa lento, solidário, compreensivo. 
Uns dez anos depois eu sinto na pele esse vilarejo, muito parecido com tudo o que eu fantasiava. Nos versos e na brisa, tenho um lar de mãe rodeado de montanhas muito verdes e silenciosas. Parece que tudo aqui vive de portas e janelas sem travas pra sorte ou qualquer coisa boa entrar e, cada vez mais, chegar nesse aconchego é sinônimo de coração no lugar para mim. Um instante para refletir a vida com calma, ser feliz na solidão, revisitar o meu quarto, a minha história. Aqui virou a espécie de refúgio que eu sempre imaginei.
Por magia ou por natureza, eu sinto paz em Floripa. 

Um comentário:

  1. Eu também tenho um refúgio: Porto Alegre. Lá me sinto sozinha e muito feliz.

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