17 novembro 2012

"Abre as cortinas pra mim"

Coragem, sua covarde, cadê você?
Ensinando a menina a se esconder de verso em verso,
nas entrelinhas, nos recados mal dados de quem jamais se compromete.
Lecionando sobre a arte de se acomodar, largar na mão do outro
pra depois se sentar no trono dos passivos. Como se este fosse o mais nobre.
- Ah, juventude boba! Brincando com coisa tão séria, disse a Dona Eugênia.
Antes a avó, a tia, a mãe tivessem tomado a frente dessa revolução.
Como é triste ver no espelho alguém discursar sobre mudanças e depois seguir o fluxo como
como um carneirinho, sem um brrrééh. Sem umzinho sequer.

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