12 outubro 2012

Falando em Risíveis Amores

Praga tão medieval e melancólica disfarçada por esses montes de turistas irritantes.
Sou um deles e imagino como deve ser no Inverno, tudo branco e não amarelo.
Melancolia pura essa que me dá imaginando.
Misturada com as palpitações por encontrar pessoalmente (e em qualquer esquina) as mulheres bordadas de flor de Mucha e o nome do Kundera sendo esbanjado por aí.
Depois da Insustentável Leveza do Ser ele se tornou o meu preferido, porque nos outros todos que eu devorei ele falava de um lugar como esse. Enfim, estou sentindo de perto.
Tá bom que uma capital inteira não pode ser um livro ambulante. Mas me diga você se não tenho razão com esse barulho de chuva caindo na janela do meu teto inclinado, umas badaladas de sinos e a corneta do Relógio Astronômico enquanto penso no que escrever para dar forma à minha contemplação.
Linda e cheia de charmes. Tinha na cabeça a imagem de uma foto, a ponte. Fiz questão de não procurar nenhuma outra informação antes de chegar aqui, além dessa lembrança e dos comentários apaixonados.
E foi só começar a olhar de perto para saber do que tanto ouvi falar. O ventinho frio tem cheiro de silêncio, de mistério. Da sutil telepatia que cabe ao mundo dos amantes da literatura.
Sorte a minha!

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