16 abril 2012

Meus e de mais ninguém

A saudade que sinto do Cerrado, é a de mim
A mim vivida, esvaída, largada por ali.
A mim que já não podia ser mais feliz
Tivera sido tudo.
Sinto falta do cheiro de mato no amanhecer que (agora eu aprendi) só tem lá.
Do céu mais comprido do mundo, das cores.
Da alternativa e transparente vida que os últimos anos me trouxeram como um presente
Amigos que eu escolhi
Amores que eu transbordei
Paixões que eu gozei.
Quando a gente não pode decidir tudo de novo, entende: o melhor foi feito.
Eu virei gente grande lá. Eu virei uma coisa escabrosamente diferente de dez anos atrás
Eu aprendi a ser agora.
Por fim, para descanso da alma:
Tivera amado tudo.

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