A vida de adulto parece que tira um pouco a cor dos olhos da gente.
Chegada a hora de tomar conta do peso pesado da responsabilidade, no fim do dia tudo dói.
Das pernas à cabeça. (Nunca dei idéia para a tal meia de média compressão).
O bronzeado não é mais o mesmo, e tem quem por sorte emagreça. Eu engordo.
O tesão é uma remota lembrança de arrebatadora presença diária.
O sono, uma sirene irritante que engole o corpo às dez da noite.
Aí, graças a Papai, vem o dia seguinte.
O caminho do ônibus, oração que me vem quando vejo o Corcovado e os barquinhos da Guanabara; um bom capítulo de um bom livro que cabe no tempo exato do trajeto.
E uma hora ou outra, nas muitas pela frente, os olhos de alguém muito, muito agradecido, fixam bem fundo nos seus em um desejo sincero que o seu esforço seja retribuído pelo Deus no qual ele/ela acredita. Amor em minúscula, o salário mais digno.
É, trabalhar, algumas vezes, não é legal não. Todas as outras: é muito.
Eh isso!
ResponderExcluirJo